quinta-feira, 21 de junho de 2012

Olá mentes ávidas pelo saber!


Podemos todos ficar atentos às discussões realizadas no Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável - acessando o link:




http://www.rio20.gov.br/





Desta forma, podemos iniciar uma reflexão sobre o valor agregado às atividades econômicas pela sustentabilidade corporativa.

Boa leitura.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Parabéns aos Químicos.

Profissionais que fazem da tarefa investigativa a força motriz para o avanço da sociedade.

"A Química é a ciência que tende a favorecer o progresso da humanidade, desvendando as leis naturais que regem a transformação da matéria; a tecnologia química, que dela decorre, é a soma de conhecimentos que permite a promoção e o domínio dos fenômenos que obedecem a essas leis, para sistemático usufruto e benefício do Homem." (Código de Ética dos Profissionais da Química)



(Pólo Petroquímico de Triunfo - RS)

(Medicamentos)

domingo, 17 de junho de 2012



Olá caro amigo seguidor da Ciência Central!
Primeiramente, me desculpe pelo atraso em publicar nossa primeira matéria.
Enfim, em meio às avaliações do mestrado e dos preparativos para o casamento, consegui finalizar esta publicação, articulando o tema sustentabilidade com alguns conceitos estudados em sala de aula.
Espero que faça uma boa leitura e que consiga superar suas dúvidas.


Educação Ambiental

Sustentabilidade e processos de oxidação e redução

O
desenvolvimento tecnológico do último quarto de século trouxe inúmeros benefícios, dentre os quais destacam-se os avanços no setor de medicamentos, de novos materiais (como por exemplo as ligas metálicas utilizadas na construção de aeronaves e automóveis), condutores que compõe os circuitos eletrônicos (hoje presentes em praticamente tudo o que temos acesso com as mãos), o plasma, o LCD e o LED que tanto mudaram nossa concepção de imagens de qualidade durante os momentos de lazer em frente às gigantescas (porém finas) TVs de alta resolução.
Outro setor com imenso avanço é o de corantes sintéticos, os quais impulsionam a criatividade de muitos designers da moda por todo o mundo, maximizando nossas sensações, estimuladas por cores requintadas e refinadas que varrem todo o espectro visível apresentado pela Figura 1.

Figura 1 – Região do espectro visível em destaque no espectro eletromagnético, onde cada cor corresponde a uma frequência de onda.

Ainda na Figura 1 é possível notar o quão imenso é o espectro eletromagnético que compreende o espectro visível, o responsável pela existência de todas as cores que podemos enxergar. As cores na verdade, são frequências de ondas eletromagnéticas que o olho humano é capaz de codificar e reconhecer. Por esse mesmo motivo, não somos capazes de visualizar os Raios X quando nos submetemos aos exames hospitalares, nem as microondas quando colocamos um copo de leite para ser esquentado naquele maravilhoso equipamento presente em nossa cozinha, assim como o infravermelho disparado na direção da TV quando pressionamos o botão do controle remoto para mudar o canal. (Aliás, o infravermelho pode ser capitado pela câmera de nossos aparelhos celulares e transformado em cores que podemos enxergar. Faça o teste!).
Retomando o assunto corantes... (como todo Químico sempre acabo desviando o raciocínio para os aspectos maravilhosos que essa ciência nos permite reconhecer nos fatos cotidianos).
O uso em escala industrial dos corantes trouxe problemas de contaminação do meio ambiente devido a descartes inadequados de efluentes industriais (nome dado aos resíduos líquidos dos processos de uma empresa) contaminados com essas substâncias químicas de diversas colorações.
Ao longo dos tempos, o ser humano sempre procurou transformar materiais em busca de melhorias para suas atividades. Porém, muito tempo levou-se para o reconhecimento da importância do destino adequado para os rejeitos industriais e domésticos, comumente rotulados como LIXO.
Facilmente encontramos nos jornais e revistas o termo “sustentabilidade”. Assim como “nanotecnologia”, essa palavra ganhou muito destaque dentre as políticas de empresas e projetos de pesquisas.
Cada vez mais as reflexões sobre o desenvolvimento e práticas sustentáveis têm ganhado espaço no contexto empresarial e educacional. A eminente degradação do meio ambiente e contaminação das águas levaram à aplicação de políticas e normas exigindo o tratamento dos resíduos gerados pelas indústrias antes de serem devolvidos ao ecossistema.
Diversos estudos vêm sendo desenvolvidos nas universidades brasileiras e em todo o mundo, visando o aprimoramento de técnicas em busca de melhorar a eficiência nos processos de degradação das substâncias tóxicas presentes nos rejeitos industriais e, em menor escala, nos domésticos.
Trago como destaque um mecanismo de tratamento conhecido como Reação de Fenton (o nome Fenton se deve a seu desenvolvedor). Essa reação química está compreendida em um ramo de estudo denominado 
Processo Oxidativo Avançado, onde radicais hidroxilas (∙OH) são gerados a partir de íons ferrosos (Fe2+) em solução ácida, contendo peróxido de hidrogênio (H2O2) Equação 1. 

Fe2+ + H2O2 Fe3+ + OH + OH-                                                              (1)

Vamos conduzir esse contexto para nossa disciplina desenvolvida em sala de aula.
Relembrando: sabemos que radicais são espécies químicas geradas a partir da quebra de ligações químicas de forma que o par de elétrons desta ligação se divida um para cada nova espécie gerada (Equação 2).
AB → ⋅A + B                                                                                              (2)
Observe que nessa reação química generalizada o composto AB compartilha 1 par de elétrons e na sua decomposição cada espécie gerada (⋅A e ⋅B) permaneceu com um desses elétrons. Os radicais são havidos por (“a-d-o-r-a-m”) elétrons, portanto têm enorme poder de reação com outras substâncias, participando de processos extremamente acelerados.
No organismo humano (e em todos os outros seres vivos), diversas reações químicas geram radicais, muito comumente, chamados de radicais livres. Eles participam de reações de oxidação de importância vital, como aquelas que envolvem moléculas de oxigênio, e também de processos malignos, como o envelhecimento do organismo vivo e o desenvolvimento de tumores. Neste último caso, os radicais livres podem ser gerados por estímulos externos, como a exposição em excesso de radiação solar e a agentes poluentes do meio ambiente.
Para finalizar, precisamos retomar alguns conceitos sobre reações de oxidação e redução.
Primeiro – Essas reações envolvem transferência de elétrons (é importantíssimo lembrar disso para saber reconhecê-la de imediato nos exercícios).
Segundo – Uma espécie sempre perderá elétrons enquanto outra sempre receberá. A espécie que estimula a outra perder elétrons é chamada de agente oxidante, enquanto a espécie que estimula a outra a receber elétrons é denominada de agente redutor.
Terceiro – O processo de oxidação envolve a perda de elétrons por uma espécie.
Quarto – O processo de redução envolve o recebimento de elétrons por uma espécie.
 Quinto – Cada processo de perda/recebimento de elétrons altera o número de oxidação (Nox) da espécie envolvida.
A seguir, descreverei para o leitor dicas para se lembrar facilmente desses detalhes das reações de oxidação-redução.

Dicas

1.    Lembre-se da frase: “OPA uma RRR!” – Para RRR leia-se . Daí a frase fará mais sentido (“Opa uma Rã!”).

Oxidação                                                 Redução
Perde elétrons                                        Recebe elétrons
Aumenta o Nox                                      Reduz o Nox

2.    Quando as reações de oxidação-redução envolverem esquemas com pilhas e eletrólise acrescente a seguinte dica:


CRAO

Cátodo
Reduz
Anodo
Oxida

Sempre lembrando que para Pilhas Cátodo é positivo (+) e Anodo é negativo (–). Para Eletrólise os sinais se invertem [Cátodo é positivo (-) e Anodo é negativo (+)].
Abaixo segue um exemplo de reação de oxidação-redução onde podemos visualizar esses detalhes.
Reação de padronização do Permanganato de Potássio (KMnO4) com Oxalato de Sódio (Na2C2O4).
2 MnO4- + 16 H+ + C2O42- 10 CO2 + 2 Mn2+ + 8 H2O                         (3)

Calculando o número de oxidação de cada elemento envolvido na reação podemos identificar facilmente o agente oxidante e o agente redutor. Para isso temos que recordar dos valores pré-fixados para os átomos de hidrogênio, oxigênio, apesar de existirem exceções onde esses valores são diferentes (essas são poucas). Também precisamos considerar que para uma espécie carregada, o número de oxidação é refletido pelo próprio índice de cargo do íon.



Para chegar aos valores apresentados no esquema acima partimos dos valores pré-definidos para átomos de hidrogênio (+1) e oxigênio (-2). Na sequência calculamos os valores para os demais átomos da molécula de forma que a carga total desta seja zero quando for uma estrutura neutra. Quando a molécula tiver uma carga total diferente de zero, a soma dos valores dos números de oxidação devem ser iguais a carga total da estrutura.
Exemplos:



Observe que o íon permanganato apresenta carga total de (-1), portanto durante o cálculo dos valores de Nox começamos pelo valor do átomo de oxigênio (-2). Como existem 4 átomos de oxigênio fazemos a seguinte operação matemática: 4 x (-2) = -8. Este valor (-8) é a contribuição dos átomos de oxigênio para a carga total do íon permanganato. Com esse valor em mãos atribuímos a seguinte equação:
Mn + (-8) = -1
Mn -8 = -1
Mn = -1 + 8
Mn = +7
Portanto, o valor do número de oxidação do átomo de manganês neste caso é +7.
O mesmo processo é feito para a molécula de dióxido de carbono (CO2).
2 x (-2) = -4 (contribuição do oxigênio para a carga total do CO2)
C + (-4) = 0 (zero porque a molécula de CO2 é neutra)
C -4 = 0
C = +4 (contribuição do átomo de carbono para a carga total da molécula de CO2, ou seja, seu número de oxidação).
Outro exemplo é demonstrado pelo íon oxalato. Observe que sua carga total é (-2), portanto no momento do cálculo devemos considerar esse valor.


Para fazer o cálculo podemos elaborar a seguinte expressão matemática:
2x(C) + 4x(O) = -2
Substituindo o Nox do oxigênio que é de -2 no lugar de (O) temos:
2C + 4x(-2) = -2
2C -8 = -2                                                                           
2C = -2 +8
2C = +6
C = +3
Para finalizar podemos identificar o agente oxidante e o agente redutor desta reação.
Agente oxidante à espécie química que leva outra espécie a sofre oxidação.
Agente redutor à espécie química que leva outra espécie a sofrer redução.
Vejamos a reação e o esquema a seguir.

Observe que os únicos átomos a apresentarem alterações no seu número de oxidação durante a reação química são: Manganês (que passou de +7 para +2) e Carbono (que passou de +3 para +4).
Lembrando-se da história da Rã: OPA UMA RRR, temos que Oxidação Perde elétrons e Aumenta o Nox, assim como, Redução Recebe elétrons e Reduzo o Nox.
Portanto para o Manganês temos que o número de oxidação foi de +7 para +2, o que traduz que este sofreu um processo de redução, pois o valor do Nox reduziu. De outro lado, temos para o Carbono que o número de oxidação foi de +3 para +4, significando que este sofreu oxidação (houve aumento do Nox).
Com essas informações em mãos podemos agora definir os agentes oxidante e redutor deste sistema.
Agente Redutor à C2O42- (pois esta espécie contém o átomo de Carbono que sofreu a oxidação).
Agente Oxidante à MnO4- (pois esta espécie contém o átomo de Manganês que sofre redução).

Galera!!!

Espero ter ajudado na compreensão dos assuntos abordados!!!

Será uma grande satisfação receber suas dicas, críticas, sugestões e dúvidas por meio do e-mail: thebigbearchemistry@gmail.com.

Na próxima publicação pretendo abordar o tema Energia.

Grande abraço.

Até a próxima publicação.